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FITOTERAPIA
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Com o avanço das políticas, dos programas e dos projetos do governo na área de Plantas Medicinais e fitoterápicos demandaram a elaboração de uma política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos contemplando toda a cadeia produtiva, objetivando com projeto conjunto entre órgãos governamentais e não governamentais para desenvolvimento do setor. Neste sentido, o governo federal constitui, por meio de Decreto Presidencial de 17 de fevereiro de 2005, o grupo de trabalho intermunicipal, coordenado pelo Ministério da Saúde, e com a representação da Casa Civil e dos Ministérios da Integração Nacional; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Desenvolvimento Agrário; Ciência e Tecnologia; Meio Ambiente; Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Desenvolvimento Social e Combate a Fome e por representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Fundação Osvaldo Cruz.

As Plantas Medicinais, as preparações fitofarmacêuticas e os produtos naturais isolados representam um mercado que movimenta bilhões de dólares, tanto em países industrializados e em desenvolvimento. Estima-se que 25% dos US$ 8. Bilhões de faturamento da indústria farmacêutica brasileira, registrando em 1996, advêm de medicamentos derivados de plantas. Considera-se também que as vendas nesse setor crescem 10% ao ano, com estimativa de terem alcançado a cifra de US$ 550 milhões no ano de 2001.

          O uso de fitoterápicos com finalidade profilática, curativa, paliativa ou com fins de diagnóstico passou a ser oficialmente reconhecido pela OMS em 1978, quando recomendou a difusão mundial dos conhecimentos necessários para o seu uso. Considerando-se as plantas medicinais importantes instrumentos da substância farmacêutica, vários comunicados e resoluções da OMS expressam a posição do organismo a respeito da necessidade de valorizar o uso desses medicamentos no âmbito sanitário. É sabido que 80% da população mundial dependem das práticas tradicionais no que se refere à atenção primária à saúde, e 85% dessa parcela utiliza plantas ou preparações a base de vegetais. Ressalte-se aí que 67% das espécies vegetais medicinais do mundo são originadas dos países em desenvolvimento.

Ainda segundo a OMS, a prática da Medicina Naturopática expandiu-se globalmente na última década do século passado e ganharam popularmente. Essa prática é incentivada tanto por profissionais que atuam na rede básica de saúde dos países em desenvolvimento, como por aqueles que trabalham onde a medicina convencional é predominante no sistema de saúde local. Neste sentido, a OMS tem elaborado uma série de resoluções com o objetivo de considerar o valor potencial da medicina naturopática em seu conjunto para a expansão dos serviços de saúde regionais.

         Com estratégia global para a medicina naturopática e a medicina complementar e alternativa para os anos de 2002 a 2005, a OMS reforçou o compromisso de estimular o desenvolvimento de políticas públicas a fim de inseri-las no sistema oficial de saúde dos seus 191 Estados-membros. Em maio de 2005, a entidade publicou o documento Política Nacional de Medicina Tradicional e Regulamentação de Medicamentos Fitoterápicos, em se que discute a situação mundial a respeito das políticas de MT e fitoterápicos, inclusive o Brasil. A inclusão brasileira decorre do fato do país ter a maior diversidade genética vegetal do mundo, com cerca de 55.000 espécies e, também, por possuir ampla tradição do uso das plantas medicinais vinculada ao conhecimento popular, transmitido oralmente por gerações.